quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Dicas para uma boa carta de vinhos.

COMO ELABORAR UMA CARTA DE VINHOS




como montar uma carta de vinhos, é preciso primeiramente entender o perfil do cliente a ser capitado.

‘’ELABORANDO UMA CARTA DE VINHOS’’
Por Fernando Fernandes

Se a proposta for buscar o maior índice eclético possível, é importante ficar atento, selecionando a dedo as opções, pois um erro de compra pode originar um estoque crítico superior as expectativas, ofuscando a possibilidade de implementação de novos vinhos, ou até mesmo passando uma imagem negativa em relação à seleção dos rótulos escolhidos que não vendem.

ORIENTANDO A MONTAGEM DA CARTA
Analisados os princípios básicos de como a empresa irá apresentar seu comportamento comercial, um dos primeiros cuidados a serem compreendidos seria a seleção dos vinhos.

Alguns pontos importantes, tais como a introdução de vinhos já reconhecidos pela mídia e que por essa razão torna-se uma procura incessante pelos clientes ajuda a incorporar a carta de imediato uma linguagem mais comercial que permite uma rotatividade automática, o que é muito importante para obter um capital de giro.

Deve estar aliada a uma carta acima de tudo o fator qualidade, portanto a busca por vinhos que se encaixam nesse termo deva ser constante, para que isso ocorra alguns pontos importantes devem ser analisados:

• Planejar degustações com seus respectivos fornecedores ajuda a entender mais o estilo de cada vinho, isso dará mais confiança no produto, facilitando a operação comercial de cada rótulo.
• Garimpar vinhos pouco conhecidos, mas de qualidade é fundamental para tornar-se diferenciado aos demais, isso ajudará na fidelização dos clientes.
• É muito importante oferecer uma harmonia entre diferentes níveis de preços, isso determina uma carta também eclética no bolso do cliente e lhe permite ter opções de escolha de acordo com cada momento.

Aqui estabeleceremos dois tipos de carta de vinhos, uma carta para restaurante e uma carta para loja:

RESTAURANTE
A carta de um restaurante deve ser confeccionada não só pela grande qualidade dos vinhos escolhidos, mas também pela excelência das harmonizações dos pratos. Uma boa carta sempre deve ter referencias da cozinha, e vice versa, buscando promover as compatibilidades entre o peso dos vinhos aliado ao peso dos alimentos.

Deve existir uma divisão entre países entre os rótulos a serem trabalhados, visando sempre oferecer uma amplitude de paladares entre a linguagem da carta.

Na montagem, devem constar informações sobre país de origem, se necessário descrição do vinho, produtor, principais uvas, região e preço.

Não é uma regra, mas torna a carta mais elegante, começar sempre pelo país-origem do restaurante, portanto se o menu for italiano, os vinhos de abertura da carta será dado na mesma seqüência, se a culinária for diversificada contendo especialidades de vários países comece, por exemplo, pelo Brasil.

Ter cautela na hora de calcular o preço final da bebida é uma etapa primordial, depois da influência na globalização do mundo dos vinhos que começou a todo vapor na década de 90, obteve realmente seu auge em meados do ano 2000 onde devido o grande crescimento do consumo de vinhos originou-se curiosidades sobre o assunto, fazendo com que as pessoas buscassem mais informações, com isso o mercado foi aquecendo, possibilitando um grande salto e avanço. As pessoas hoje querem pagar pelo justo e não por preços abusivos, quase todas sabem quanto custa e onde vende, portanto ter uma boa margem na carta de vinhos transparece ao seu cliente motivação pelo bom preço e fidelização pela qualidade do serviço.

Esses direcionamentos básicos ajudarão no surgimento de uma carta equilibrada e harmônica, possibilitando ao seu cliente encontrar diferentes maneiras de satisfação e fazendo caber dentro de cada bolso o ideal para aquele momento, e o mais importante; não pagando mais por tudo isso.

LOJA
Uma loja, também deve elaborar uma carta de vinhos, só que de uma maneira um pouco diferente, na realidade seria uma carta-portifólio, e por isso ela deverá ser bem mais extensa do que uma carta-restaurante.

Para elaborar uma carta-portifólio, o primeiro passo adotado também é a divisão por países, selecionados por grupos, em seguida dentro de cada grupo-país, o mesmo deve conter os produtores escolhidos, para que seja feita então a pré-seleção.

E como dito anteriormente, a busca por produtores já premiados é importante para o status de uma carta, mas lembre-se; existem muitos novos produtores de grande qualidade, não premiados porque ainda não caíram na boca de alguns críticos, talvez por possuir mais amplitude regional em seu país de origem, e por essa razão nem sempre conseguem um sucesso instantâneo, e é preciso ser lapidado ao longo do tempo, mas não deixam de exalar qualidade, que sem dúvida se ela existe, futuramente é descoberta.

O acompanhamento de um profissional nesse quesito é extremamente fundamental, não só na escolha dos vinhos que rechearão a carta portifólio de trabalho, mas também pela busca intensiva, realizando diversas degustações, fator importante para a descoberta dos então best buy (relação custo-prazer) até as jóias raras como os procurados cust wine (vinhos de categorias boutique e muito disputados).

Essas são algumas dicas básicas sobre a montagem de uma carta de vinhos, seja ela para restaurantes ou mesmo para lojas, a criação e desenvolvimento de leituras mais dinâmicas é fundamental, para o sucesso, portanto vamos criar!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Você sabia.

Foi pelas mãos de Brás Cuba, em 1532 que ocorreu a primeira tentativa de se implantar a cultura uva no Brasil.
sabe aonde?
Em São Paulo mas, não deu muito certo as uvas não tinham a mesma qualidade nesse novo terroir.
Em 1626 com os jesuítas uma nova tentativa e, mais frustração dessa vez foi em Sete Povos das Missões no Rio Grande do Sul.
No século 18 novas tentativos sem sucesso mas, em 1840 com a famigerada uva híbrida Isabel trazida dos Estados Unidos da America os resultados foram melhores as, vitis lambrusca são castas mais resistentes à fungos e a filoxera entre outras pragas do vinhedo . Com o inicio da imigração dos Italianos em 1870, chegaram mudas de uvas vitis viniferas vindas da região do Vêneto , porem não se adaptaram ao clima frio e umido da Serra Gaúcha , foram atacadas por diversas pragas e com o tempo foram sendo subistituidas por castas americanas e , no inicio do século 20 surgiram as primeiras vinicolas do Brasileiras: Mônaco em 1908, Salton em 1910 e Dreher em 1910. Mais tarde nos anos 30 as cooperativas tais como Aurora .
Foi na década de 30 que novas tentativas de se cultivar vitis vinifera trazidas da Europa voltaram à região agora com mais experiência os viticultores conseguiram melhores resultados com cabernet franc, merlot e riesling itálico .
Desde então a viticultura foi se desenvolvendo lentamente mas, foi no inicio dos anos 90 que com a abertura do comércio e as importações que o vinho Brasileiro teve uma melhora substancial na sua qualidade , vinicolas como Miolo e Salton investiram em equipamentos modernos cubas de aço inox barricas de carvalho novas e, com a chegada de vinhos de paises com maior tadição vinicola os Brasileiros tinham muita competição agora , vinhos como o valpolicella bola eram muito procurados os consumidores mais exigentes agora buscam maior qualidade e hoje encontram nas varias lojas especializadas super mercados .
Viva o vinho do Brasil.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Santa Catarina e o vinho.

O estado de Santa Catarina tambem tem suas regiões vinicolas.
O vale do Rio Peixe é a principal, proxima aos municípios de Videira,Tangará, Pinheiro Preto e Caçador, no oeste do estado e feita a vinicultura em altitudes variáveis entre 200mt e 900mt , as vinhas ainda são novas mas já estão mostrando seu potencial principalmente os vinhos da uva pinot noir cultivadas nas maiores altitudes.
O pinot noir já tem um bom carater varietal boa acidez boa cor mas, perde pontos por seu corpo magro e curta persistencia; As vinhas ainda são muito novas .O futuro é promissor .
Mais nem tudo são flores o indice de chuvas é muito alto 1800mm por ano o ideal seria entorno de 600mm que é exatamente a metade.Mas problemas à parte o cenario vitivinicola no Brasil está mudando e, é para melhor .

O Primeiro Shiraz de São Paulo.

Isso mesmo o primeiro vinho da uva shiraz produzido em São Paulo.

A Avivi – Associação dos Vitivinicultores de Vinhedo – iniciou na Festa da Uva, sábado, 21, a comercialização de um vinho considerado nobre, produzido com a uva Shiraz, o único em todo Estado. A Shiraz foi produzida nos parreirais vinhedenses. São Carlos e Louveira também têm a uva, porém, até o momento somente Vinhedo produziu o vinho.

">O Lavoro tem edição limitada. Os “vinhos de Vinhedo” podem ser adquiridos na Festa da Uva no stand das famílias que fazem parte da Avivi. Adilson Amatto, presidente da Avivi, afirmou que a fase ainda é de testes, por isso não há o vinho em escala comercial. O projeto piloto foi realizado na propriedade do associado José Benvegnnú, conhecido como “Zé da Pinta” e servirá de “espelho” para ser implantado posteriormente em outras propriedades. Plantaram as uvas as famílias: Ferragut, Amatto, Campovilla e Benvegnnú.

">A produção ainda é pequena, foram 2.000 Kg, mas já mostra bons resultados. A uva foi produzida nos parreirais locais no processo convencional. No primeiro ano foram plantados o “porta enxerto”, chamado na região de “cavalo” e no ano seguinte enxertados no campo a variedade que se quer. Demora-se para se ter a primeira safra, três anos, sendo que no processo de “raiz nua” onde a variedade já vem enxertada, ganha-se um ano, portanto, na época convencional de colheita, esta será a segunda safra.

">Para a Avivi, segundo Adilson, a produção dos vinhos com a Shiraz “é uma quebra de paradigmas”. “Acreditava-se realmente que estas variedades européias nem pudessem crescer por aqui. Formamos as plantas e conseguimos realizar duas colheitas, muito ainda se tem para fazer. O que queremos realmente é adaptar uma variedade vinífera em Vinhedo. Estamos trabalhando com a Shiraz, foi a casta que, por enquanto, melhor se adaptou, mas só o futuro nos dirá se será esta ou não. Outras variedades estão sendo trabalhadas e dando bons resultados como a Merlot, por exemplo. Mas, realmente é gratificante, a semente foi plantada”, avaliou o presidente da Avivi.

">Segundo Adilson, é notável a qualidade dos vinhos produzidos pela Shiraz tanto no sul da França quanto em outras regiões do mundo, notadamente na Austrália, onde se adaptou bem e ganhou este nome.

Vinhos do cerrado Brasileiro.

O estado de Minas Gerais está investindo na vitivinicultura e, logo teremos novidade em termo de novos vinhos finos no Brasil .Fora dos paralelos definidos como os ideais para produção de vinhos finos Minas pode nos surpreender e quebrar esse paradigma que fora dos paralelos 30 e 50 dos amisférios norte e sul o fruto das vinhas não tem a mesma qualidade .No vale do rio São Francisco na divisa de Pernambuco com a Bahia os resultado vem sendo bem satisfatorios.
E em Minas, como será?
Bem só o tempo nos dirá ;Mas o que é mais importante é que o Brasil está ha cada dia fazendo vinhos melhores e, os brasileiros agora não são apenas simples consumidores mais sim enófilos exigentes em busca de vinhos com cada vez mais qualidade.